Novos dados da Stand.earth: Bancos e investidores viabilizando a ofensiva dos Estados Unidos sobre o petróleo venezuelano

January 14, 2026
Bancos proporcionaram mais de US$ 120 bilhões para nove petrolíferas dos EUA que podem lucrar com a invasão

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Veja o conjunto completo de dados aqui (em inglês)

 

GLOBAL – Dados exclusivos divulgados hoje pela Stand.earth revelam que, desde 2021, bancos como JPMorgan Chase, HSBC, TD, RBC, Citi, Wells Fargo e Bank of America comprometeram mais de US$ 124 bilhões em financiamento para apenas nove empresas estadunidenses de combustíveis fósseis que podem se beneficiar da recente invasão ilegal dos EUA à Venezuela. Somente em 2025, os bancos financiaram mais de US$ 42 bilhões para essas oito empresas — mais da metade do total financiado entre 2021 e 2024 (US$ 82 bilhões).

As empresas petrolíferas e relacionadas ao petróleo dos EUA refletidas neste conjunto de dados são amplamente reconhecidas como aquelas posicionadas para lucrar com a escalada militar na América Latina. A análise inclui as petrolíferas estadunidenses Chevron (a única grande do país ainda operando na Venezuela), ExxonMobil, ConocoPhillips e Williams; grandes refinarias com operações na Costa do Golfo dos EUA — Valero, PBF Energy, Citgo e Phillips 66; e a Halliburton, empresa de serviços de petróleo e gás que chegou a processar a Venezuela por perdas semanas antes da invasão. Entre os 20 principais investidores de muitas dessas empresas estão: BlackRock, Vanguard, Norges Bank, State Street, Fidelity, Nuveen e Wellington.

Richard Brooks, Diretor de Finanças Climáticas na Stand.earth, disse: 

“Sem o apoio financeiro de grandes bancos e investidores, empresas como Chevron, Exxon, ConocoPhillips e Valero não teriam o poder que têm para iniciar guerras, derrubar governos ou desacelerar a ação climática. Bancos e investidores precisam escolher se estão do lado da paz ou se serão coniventes com guerras impulsionadas pelas empresas de petróleo.”

Bar graph of top 20 banks financing US Fossil Fuel companies set to profit from US Occupation of Venezuela
Credit: Stand.earth

 

Na sexta-feira (09/01), Trump se reuniu com executivos do setor petrolífero dos EUA e encontrou ceticismo — incluindo do CEO da ExxonMobil, Darren Woods, que classificou o petróleo venezuelano como ”não investível”. Ainda assim, tanto a Exxon quanto a ConocoPhillips possuem US$ 10 bilhões em “compensações” concedidas por tribunais internacionais que permanecem sem pagamento. A interferência de Trump na configuração política da Venezuela aumenta as chances de resgatar esses pagamentos.

No Canadá, o CEO do Scotiabank, Scott Thompson, chegou a afirmar explicitamente que a invasão e as mudanças de regime na região beneficiariam o banco.

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, há quase quatro anos, a Stand.earth publicou dados semelhantes sobre empresas petrolíferas russas abastecendo os cofres de guerra de Putin, bem como sobre os bancos e investidores que as apoiavam. Nos meses e anos seguintes, muitas instituições desinvestiram de empresas petrolíferas russas.

Os dados de 2025 foram compilados pelo Stand Research Group (SRG) usando dados do London Stock Exchange Group.

 

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NOTAS AOS EDITORES:

Para mais informações sobre a atribuição dos dados, a metodologia e as empresas selecionadas para análise, consulte esta planilha